quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Fotografia do Meu Batismo
 

Esta fotografia datada de Agosto de 2004,marca o momento em que fui batizado pelo Sacerdote Messias Fernandes na Igreja Matriz de São Francisco de Assis em Itapajé. Esse foi meu início de Caminhada na Fé Católica,com a presença dos meus pais e os devidos padrinhos. Sempre fico feliz ao relembrar este momento através dessa imagem,pois me faz refletir sobre quem sou atualmente dentro da Igreja,ao buscar compreender o chamado diário que Cristo em sua infinita misericórdia realiza em mim por meio dos Sacramentos e afins. Portanto o Batismo não é algo para "cumprir tabela",não é um "evento normal"; e sim o selo cravado por Deus que derrama o Espírito Santo (3° pessoa da Trindade),que torna a criatura batizada seu filho legítimo. Narro isso pois demorei anos para entender um pouco da grandiosidade da iniciação Cristã. Tive minha experiência com Deus há mais de 4 anos,em um Seminário de Vida da Comunidade Católica Shalom,e minha vida mudou completamente,e claro teve mudanças na minha família,que aos poucos foi impulsionada a retornar para a Igreja. Assim renovei o SIM do Batismo através do Crisma (Sacramento da Confirmação) e desse modo vou seguindo nessa saga da vida,pois somos folhas em branco preenchidas no cotidiano. Dificuldades sempre terei (aliás todos nós) mas sempre ao visualizar esta foto poderei recordar minha ORIGEM NA FÉ para seguir em frente. Shalom.

Por: Paulo Vitor

Urso de Pelúcia de Minha Infância

Esse urso viveu comigo toda a minha vida, ele foi um presente que minha mãe recebeu do meu pai, quando eram namorados, ele deve ter por volta de 26 anos e com a minha chegada ele ficou para mim. Desde de novinha sempre fui apaixonada por pelúcia, no meu quarto tenho diversos espalhados, porém esse fica mantido em um lugarzinho. Ele está bem desgastado, cheio de manchas e rasgos, mas nunca consegui me desfazer dele, apesar de ter os mais modernos e mais bonitos, esse tem um valor que nenhum outro tem, pois ele representa toda minha infância, todas suas manchas retratam as inúmeras brincadeiras experimentadas. Lembro que ele era o meu favorito e acredito que seja até hoje, ele acompanhou todas as minhas fases e deve carregar com ele todas as minhas memórias também. É incrível pensar quanto um objeto nos desperta sentimentos e nos traz memórias e emoções.

Por: Anne K. Fernandes


Osho

"Ficar louco de vez em quando é necessidade básica para permanecer são". Osho.
Com essa frase do guru Indiano dou início ao meu relato. No meu segundo ano do ensino médio, minha professora de Geografia, a artista Fransimar Melo resolveu iniciar um projeto artístico envolvendo argila com os alunos. Me interessei bastante pelo projeto. Por problemas familiares não queria permanecer em casa, e assim ia para a escola a tarde para esquecer um pouco dos problemas com algumas gramas de argila. Certo dia a professora citou essa frase, eu fiquei intrigado com ela e perguntei quem tinha dito isso. Ela então falou "Osho", achei um belo nome e então fiz essa peça de argila, e o nomeei assim. Representação de toda loucura que pode existir no ser humano passada para um pedaço de barro, um objeto sem forma, sem beleza, mas que tem olhos e boca e sorri.
Por: Everton

 A Lupa de Papai

Lembro de meu pai logo antes de passar seu café pela manhã organizando desengonçado suas muitas moedas. Isso foi por muito tempo um ritual antes de começar mais um dia de trabalho. Quando batia na porta do seu quarto, logo sentava e observava sua precisão em dedilhar suas novas conquistadas. Como uma amante é para um homem, elas foram durante muito tempo companheiras de papai.

Com sua partida repentina, além do luto e da dor, herdei além dos livros e jalecos, sua lupa empoeirada e a surpresa de um tesouro de moedas escondidas.

A lupa hoje é guardada na minha mesinha ao lado da cama, para sempre lembrar que ao acordar ela sempre fazia morada nas mãos de cura e nas palavras afáveis de papai.

Por: Tomaz Joatan

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Cadeira Telefônica


Entre todos os objetos existentes em minha casa, se destaca a cadeira telefônica, herança de minha avó Rosa Alves de Araújo, que faleceu a pouco menos de 1 ano, vítima de covid-19. A cadeira carrega um grande valor sentimental para todos de nossa família, principalmente para mim que sempre fui muito apegada a minha avó e sofri com sua partida, ouvi muitas histórias contadas por ela sobre essa cadeira em minha infância, e tenho prazer em ter um objeto que pertenceu a ela em minha casa, eternas saudades dona Rosa, a melhor avó do mundo
Por: Alexandra Lima
 

Almofariz

 O objeto é um Almofariz artesanal de Pedra (Um Pilão) do inicio do século XX que pertenceu a minha bisavó materna e foi utilizado para preparo de remédios, temperos e alimentos. Maria Crispina Duarte de Lima era uma mulher mística, rezadeira e parteira. Eu não a conheci, mas seu legado é o conhecimento com medicinas naturais na prática de cura por meio de elixir produzidos com plantas medicinais, que ainda continua sendo repassado de geração para geração. Para minha família o utensílio é uma relíquia. Sempre que vejo o objeto na casa da minha avó (ainda viva), sinto saudade da bisa como se a tivesse conhecido. As histórias que envolvem o objeto são tão fortes que terei muito alegria em repassá-las. Uma lembrança agradável é comer “farinha de pipoca” e tomar café puro, torrado e pisado por minha avó. Em cada visita uma estória impressionante das vezes que minha bisa usou o almofariz (o pilão).
Por: Nildinha Coelho

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Cordão do Meu Melhor Dia

 Aos meus 18 anos, fiz minha primeira viagem sozinho e sem nenhum dinheiro dos 
meus pais comigo, apenas o meu, e pra onde fui?, fui ate um distrito de Canindé, 
um lugar simples e totalmente novo pra mim. Nessa cidade morava uma amiga 
que conheci na internet, passei uma semana na casa dela e foi maravilhoso, 
la encontrei mais 3 amigos, que fizeram essa viagem ser inesquecível, assim que
 estava indo embora vimos uma pequena loja que estava vendendo um conjunto
 de cordões, compramos, e prometemos uns aos outros que quando cada olhasse pra esse
cordão, iam lembrar dessa semana, que foi a melhor da minha vida.
Por: Carlos Daniel